Movimentação cresce e Wellington defende modernização e novos investimentos

Senador sugere saída pelo Norte e diz que o Brasil precisa construir uma rede de operacionalidade logística mais eficiente

A movimentação de cargas nos portos públicos brasileiros cresceu 8,4% no ano passado e a tendência é que neste ano haja um aumento de, ao menos, 4%. O volume chegou a 1,086 bilhão de toneladas. Com base nos dados da Agência Nacional de Transportes Aquaviários (Antaq), o senador Wellington Fagundes (PR-MT), da Comissão de Infraestrutura do Senado, voltou a defender a necessidade de modernização e novos investimentos no setor portuário, durante visita ao Porto de Los Angeles (EUA) e de Papeete, no Taiti.

Presidente da Frente Parlamentar de Logística de Transportes e Armazenagem (Frenlog), Wellington destacou que, para Mato Grosso, a viabilização dos portos do chamado “Arco Norte da Logística”, é essencial para atender objetivamente aos interesses da produção do Estado de Mato Grosso, que é um dos maiores exportadores de produtos primários e semielaborados.

De acordo com o Anuário Estatístico da Antaq, mesmo com restrições no transporte de cargas pelas vias terrestres, foram exportados pelos portos do norte do Brasil um total de 51,2 milhões de toneladas em 2017. Terminais na região já representam 41% de toda a movimentação no Brasil desses produtos. O Porto de Itaqui (MA), sozinho, movimentou 8 milhões de toneladas.

“O Brasil precisa construir uma rede de operacionalidade logística que lhe permita, sobretudo, responder aos desafios da economia globalizada. Precisamos garantir que haja a conexão de rodovias, ferrovias e portos. E os portos são investimentos altamente relevantes nesse sentido” – frisou o senador.

O aumento, em toneladas, da movimentação de cargas nos terminais no ano passado, foi puxado pelo Porto de Santos (SP), com crescimento de 10%. A importação, por sua vez, cresceu 8% no ano. Terminais privados foram responsáveis por 29% do total movimentado de contêineres, de acordo com dados do anuário estatístico da Agência.

Wellington Fagundes enfatizou que o Brasil precisa incorporar a modernidade em seus portos, de forma a reduzir o tempo de armazenamento de cargas – o que consiste em melhoria na movimentação e também dos sistemas aduaneiros. “Temos que combater a ineficiência, que é responsável por gerar os grandes gargalos no comércio exterior. Por isso, estamos buscando os melhores modelos de gestão para que possamos avançar nesse segmento da logística” – enfatizou o senador republicano.

Além disso, Wellington observou que, na busca pela modernização, os portos brasileiros devem e precisam também se preocupar em reduzir os impactos de suas operações no meio ambiente. Esse fato, segundo ele, acabam sendo um “bom negócio” para os complexos marítimos, já que a eficiência passa pela melhoria do planejamento de uso energético das instalações portuárias.

Em Los Angeles, Wellington Fagundes, acompanhado de agentes da Embaixada do Brasil nos EUA, conheceu de perto toda a estrutura e operacionalização do Los Angeles Harbor, considerado o maior complexo portuário dos Estados Unidos. O porto ocupa 2 mil hectares de terra e água ao longo de quase 70 quilômetros de mar. Emprega mais de 16 mil pessoas.

No ano passado, o Porto de Los Angeles estabeleceu um recorde mensal histórico de operação de contêineres no mês de novembro, movendo 924,225 TEUs – medida padrão utilizada para calcular o volume de um container. “Ao se observar dados como esses é que compreendemos a existência de uma economia forte em nosso próprio país, o que esperamos reverter em um bem comum à toda sociedade” – disse o senador.

Na capital da Polinésia Francesa, Papeete, na ilha do Taiti, Fagundes visitou o porto marítimo de passageiros, acompanhado do comandante portuário, François Chaumette. A estrutura foi concebida para receber turistas que chegam e partem por navios de cruzeiro pela região. “Essa é uma grande variante que pode também ser bastante explorada no Brasil, principalmente com o crescimento econômico que visamos ter” – frisou.

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