Senado realizará seminário para discutir vocação de nova universidade para MT

Wellington Fagundes volta a defender também criação de curso de Medicina em Barra do Garças para atender região do Araguaia

A Comissão de Educação, Cultura e Desportos do Senado Federal deverá realizar um Seminário para debater a vocação da Universidade Federal de Rondonópolis, cujo projeto de criação está em fase final de tramitação. A proposta foi feita, nesta segunda-feira, 20, pelo senador Wellington Fagundes (PR-MT) e acatada pela presidente da Comissão de Educação, senadora Lúcia Vânia (GO).

Fagundes presidiu a reunião da Comissão de Educação em que foi aprovada a criação das universidades de Catalão e Jataí, ambas desmembradas da Universidade Federal de Goiás. A votação do projeto de lei que cria a Federal de Rondonópolis, por desmembramento da UFMT, deve acontecer na próxima semana. Fagundes já foi designado relator da matéria.

“Precisamos criar novas universidades com uma visão moderna, de acordo com a realidade regional, com nova expectativa de desenvolvimento” – disse o senador republicano, ao destacar a luta pelo desmembramento do campus da UFMT e criação da UFR.

Durante intervenção na sessão de votação, Fagundes ponderou a importância de se definir também modelos de gestão dessas novas universidades – inclusive das duas federais aprovadas pela Comissão de Educação.  Ele defendeu que o enfoque seja na definição de diretrizes para eventuais parcerias com a iniciativa privada, de forma a estimular investimentos e fortalecer o ensino.

O projeto de lei que cria a UFR foi aprovado pela Câmara dos Deputados no final do ano passado. Após a aprovação na Comissão de Educação do Senado, na próxima semana, o projeto deve ser enviado para apreciação em plenário e, uma vez aprovado, vai à sanção do presidente da República.

O campus de Rondonópolis foi criado em 1976 e conta com seis blocos de salas de aula, laboratórios, biblioteca e anfiteatro para 250 pessoas. Além disso, há no complexo um Núcleo de Estudos e Atividades da Terceira Idade, um laboratório de Climatologia e o centro Meteorológico.

O conjunto conta ainda com 22 cursos de graduação para atender Rondonópolis e região: Pedagogia, História, Matemática, Geografia, Ciências Biológicas, Letras (com Habilitação em Português e em Inglês), Ciências Contábeis, Biblioteconomia, Licenciatura em Informática, Zootecnia, Psicologia, Enfermagem, Engenharia Mecânica, Engenharia Agrícola e Ambiental, e Administração (modalidade EAD). Além disso, há três cursos de mestrado e um de doutorado. Ao todo, o campus conta com  300 professores e atende mais de 5 mil alunos.

DESAFIO NO ARAGUAIA – Durante a reunião na Comissão de Educação, o senador Wellington Fagundes classificou com “o desafio do Araguaia” o trabalho destinado a implantar o curso de Medicina na cidade de Barra do Garças, cidade na divisa com Goiás. Ele pediu o apoio dos senadores Ronaldo Caiado (DEM), Wilder Moraes (PP) e da própria Lucia Vânia (PSD) para o projeto.

“É única região que não conta com um curso de Medicina e poderá atender tanto o Araguaia do lado de Mato Grosso quanto o Araguaia do lado de Goiás” – disse, ao destacar que a cidade conta com boas universidades e campus moderno, bem preparado e com boa administração. Segundo ele, a região em questão é maior que muitos estados brasileiros e se encontra descoberta de formação de profissionais da medicina.

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