Projeto que cria universidade pode ser votado na semana que vem

A Comissão de Educação do Senado Federal pode votar, na próxima semana, o projeto de Lei 2/2018, que prevê a criação da Universidade Federal de Rondonópolis (UFR). A informação é do senador Wellington Fagundes (PR-MT), que se reuniu, neste sábado (24.02), em Rondonópolis, com o Comitê Pró UFR.

O senador é relator do projeto e autor do pedido de votação urgente (protocolado na quarta-feira, dia 07.02), o que pode acontecer já na terça-feira. A matéria foi aprovada na Câmara dos Deputados, no final do ano passado, após grande esforço da bancada federal de Mato Grosso. Agora é a vez da Comissão de Educação. Em seguida, o projeto pode ser votado no plenário do Senado ainda na semana que vem e depois vai para a sanção presidencial.

Uma caravana de membros do Comitê Pró UFR deve ir até Brasília para acompanhar a votação.

A Universidade Federal de Rondonópolis será criada a partir do campus da Universidade Federal de Mato Grosso, ganhando autonomia administrativa e financeira.

O campus de Rondonópolis foi criado em 1976 e oferece 22 cursos de graduação, além de três cursos de mestrado e um de doutorado. Ao todo, o campus atende 300 professores e mais de 5 mil alunos.

A luta pela emancipação do campus começou há 10 anos e envolve toda a sociedade local.

Além de Mato Grosso, o Senado deve votar, também na terça-feira, a criação de novas unidades de ensino superior em Goiás e Piauí.

“Depois da criação, é preciso discutir que universidade queremos para Rondonópolis, com que vocação e a forma de concretização dessa unidade de ensino mediante a busca de recursos. Por isso, é preciso ouvir toda a sociedade. Queremos uma universidade que venha a promover o desenvolvimento da região”, diz.

O senador ressalta o papel da bancada federal de Mato Grosso para a tramitação do projeto, principalmente os deputados federais e senadores da região.

A pró-reitora da UFMT em Rondonópolis, Analy Castilho Polizel, acredita que a criação da UFR vai consolidar o ensino superior em toda a região. “A expectativa é grande”, diz. Ela confirma a possibilidade de criação de novos cursos.

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