Temer confirma sanção de projeto que cria a Federal de Rondonópolis

A garantia de criação da universidade dada pelo presidente representa o mais alto ato do trabalho de um parlamentar, disse o senador Wellington Fagundes

O presidente Michel Temer confirmou nesta quinta-feira, 01, que vai sancionar o projeto de lei que cria a Universidade Federal de Rondonópolis (UFR), aprovada no começo da semana pelo Senado. O presidente recebeu em audiência o senador Wellington Fagundes (PR-MT), relator da matéria na Comissão de Educação, que encaminhou ofício pedindo agilidade no processo. No encontro estiveram presentes também o ministro da Educação, Mendonça Filho.

A data para sanção, segundo o presidente informou ao senador de Mato Grosso, ainda será definida pelo Palácio do Planalto, mas assegurou que o ato ocorrerá dentro do prazo que assegure o pleno funcionamento da UFR em 2019. Além da Federal de Rondonópolis, também deve ser sancionado os projetos das universidades de Jataí e Catalão, em Goiás, das Federal do Delta do Parnaíba, no Piauí, e Universidade do Agreste, em Garanhuns, em Pernambuco.

A garantia dada pelo presidente Temer, na avaliação do senador Wellington Fagundes, representa o mais o maior ato de trabalho de um parlamentar.  “Estradas são importantes, edificações são importantes, mas criar uma universidade, significa criar novas oportunidades de ensino, de promover a pesquisa e o desenvolvimento. Isso é consagrador para nossas futuras gerações” – comemorou.

Na conversa com o presidente, Fagundes voltou a enfatizar a importância da criação da UFR. “Disse ao presidente que sonhamos e lutamos por uma universidade que traga o desenvolvimento socioeconômico e ambiental para a região, que participe das atividades de desenvolvimento do município, da melhoria de vida da população, da formação política de nossos futuros líderes, preparando as novas gerações para os desafios que o desenvolvimento sugere. Ele compreendeu e prometeu agilizar os trabalhos” – enfatizou.

O ministro da Educação destacou a luta pela emancipação do campus de Rondonópolis, que começou há 10 anos e envolve toda a sociedade local.  “Esse é um anseio antigo da população de Mato Grosso e que irá virar realidade. É uma região importante do ponto de vista da produção do Brasil e essa universidade vai ajudar no desenvolvimento de todo o Centro Oeste brasileiro” – afiançou o ministro Mendonça Filho, à saída do Palácio do Planalto.

De acordo com o projeto aprovado, a Federal de Rondonópolis se desmembra da Universidade Federal de Mato Grosso, com sede em Cuiabá, com a transferência automática dos cursos de todos os níveis e dos alunos regularmente matriculados, assim como os cargos ocupados e vagos do quadro de pessoal da universidade original e todo o patrimônio do campus.

Prevê também a criação de novos cargos de docentes e técnico-administrativos, além de cargos comissionados e de direção e funções gratificadas. Serão criados, ainda, por transformação, os cargos de reitor e vice-reitor, que serão nomeados pelo ministro da Educação até que a respectiva universidade seja organizada na forma de seu estatuto.

ESTRUTURA – A Universidade Federal de Rondonópolis a ser criada conta, atualmente, com seis blocos de salas de aula e laboratórios (A, B e C), o prédio da biblioteca, o anfiteatro com acomodação para 250 pessoas; o prédio do Núcleo de Estudos e Atividades da Terceira Idade, o prédio do laboratório de Climatologia, o Centro Meteorológico e construções menores, que abrigam a Prefeitura do Campus, Almoxarifado, Centros Acadêmicos, dentre outros.

O centro conta ainda com 22 cursos de graduação para atender Rondonópolis e região: Pedagogia, História, Matemática, Geografia, Ciências Biológicas, Letras (com Habilitação em Português e em Inglês), Administração, Ciências Contábeis, Economia, Biblioteconomia, Licenciatura em Informática, Zootecnia, Psicologia, Enfermagem, Medicina, Engenharia Mecânica, Engenharia Agrícola e Ambiental, Sistemas de Informação e Administração (modalidade EAD).

Além disso, a universidade possui atualmente três cursos de mestrado e um de doutorado e duas residências multiprofissionais em Saúde (Saúde da Família e Saúde do Adulto/Idoso). Ao todo, o campus conta com 300 professores e atende mais de 5 mil alunos.

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