Compliance: Prevenir, Detectar e Responder

Com base nestes pilares podemos garantir a ética e a integridade nas organizações

Cada vez mais as empresas buscam implementar programas e políticas que visam proteger os negócios, evitando possíveis casos de fraudes e desvios de conduta, a estes sistemas dá-se o nome de ‘Compliance’, que em linhas gerais, significa agir de acordo com as regras, e estar em conformidade.

Segundo o Professor e Consultor MSc. Marcos Assi, Sócio Diretor da Massi Consultoria e Treinamento, ‘o programa de compliance é idealizado para promover e apoiar as atividades empresariais seguindo as leis, regulamentos e políticas internas da organização’.

Ainda de acordo com o Professor, para isso, o sistema deve ser estruturado em três pilares: Prevenção, Detecção e Resposta.

Prevenir

O mais importante nessa etapa é realmente PREVENIR, ou seja, é necessário conhecer a fundo o modelo de negócios da empresa, para assim, identificar possíveis problemas, criar uma análise de riscos e estruturar diretrizes que eliminem esses males da empresa.

‘O treinamento dos colaboradores, uma comunicação interna intensa e eficaz, aliados a uma análise de risco clara são fundamentais no processo de difusão de uma cultura organizacional ética e na implantação de novas normas, o fato é que devemos ser preventivos e não corretivos, poiscapacitar os colaboradores pode ser caro, mas acredito que não capacitar se torna mais caro ainda”, afirma o Profº MSc. Marcos Assi.

Detectar

Nessa fase é imprescindível o monitoramento das ações e atividades propostas, por meio de procedimentos específicos.

De acordo com o Profº. MSc. Marcos Assi, ‘para assegurar que as medidas implantadas estejam de acordo com as necessidades da organização e sejam realmente efetivas, a empresa precisa de monitoramento constante, sendo submetida a processos de revisão e auditorias periódicas e dependendo do grau de risco, devemos avaliar a periodicidade do monitoramento’.

Responder

Uma questão básica desta etapa é que, caso seja identificado algum desvio, o(s) responsável(is) deve(m) ser punido(s) independentemente do nível hierárquico envolvido.

‘É imprescindível que haja tolerância zero para casos de corrupção, fraudes e afins, sendo aplicada a medida disciplinar pertinente a cada caso imediatamente, afinal, é preciso garantir a credibilidade de todo o processo’, reforça Assi.

O especialista afirma ainda que companhias de todos os portes devem ter um sistema de compliance, tendo em vista que ética e integridade caminham lado á lado de resultados positivos. ‘Independente do tamanho do negócio, o que devemos avaliar é a complexidade, volume e tamanho do mesmo, pois, somente assim aplicamos programas que realmente funcionem, já que nenhuma empresa é igual, mas muitos processos são, a diferença é o volume e a forma de gestão’, ressalta.

‘Além da importância em se cumprir a legislação, as organizações que implantam e mantém um programa de compliance estruturado e eficaz ganham destaque no mercado, atraindo novos parceiros e investimentos’, finaliza o Professor.

Sobre a fonte: Professor e Comendador MSc. Marcos Assi:

Prof. Marcos Assi
Mestre em Ciências Contábeis e Atuariais pela PUC-SP, Bacharel em Ciências Contábeis pela FMU, Pós-Graduação em Auditoria Interna e Perícia pela FECAP;
Certificação Internacional pelo ISACA – CRISC – Certified in Risk and Information Systems Control e Certificação pela Exin – ISFS – Information Security Foundation;
Cruz do Mérito Acadêmico e Profissional na área de ‘Ciências Contábeis e Atuariais’, com ênfase em ‘Perícia e Auditoria’ – Grau honorífico Acadêmico de Comendador pela Câmara Brasileira de Cultura;
Sócio Diretor da Massi Consultoria e Treinamento.

Autor dos livros:

‘Governança, Riscos e Compliance – Mudando a conduta dos negócios’ – Saint Paul Editora – 2017;
‘Controles internos e contábeis na gestão de tesouraria – O controle interno representa em uma organização o conjunto de procedimentos, métodos e rotinas’ – NEA – Novas Edições Acadêmicas – 2015;
‘Controles Internos e Cultura Organizacional – Como consolidar a confiança na gestão do negócio’ – Saint Paul Editora – 2° Edição – 2014;
‘Gestão de Compliance e seus desafios – Como implementar controles internos, supercar dificuldades e manter a eficiência dos negócios’ – Saint Paul Editora – 2013;
‘Gestão de Riscos com Controles Internos – Ferramentas, certificações e métodos para garantir a eficiência dos Negócios – Saint Paul Editora – 2012’.

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