Wellington afirma que agronegócio e preservação ambiental podem coexistir de forma harmônica

Durante o 8º Fórum Mundial da Água, o senador defendeu o equilíbrio entre o cuidado com a natureza e desenvolvimento da economia do Estado

Vice-presidente da Comissão de Meio Ambiente, o senador Wellington Fagundes (PR-MT) defendeu nesta terça-feira, 20, durante o 8º Fórum Mundial da Água, a adoção de medidas que promovam estímulos a quem preserva o ecossistema, em especial em Estados produtores, como Mato Grosso. Para ele, desta forma, a vocação econômica do Estado – que se baseia no agronegócio – pode coexistir com a preservação ambiental de forma harmônica.

Durante pronunciamento no seminário “Os Parlamentos e o Direito à Água”, que compôs o evento onde participam mais de 120 parlamentares de 36 países, Wellington destacou a necessidade de compensar produtores rurais que protegem mananciais do Pantanal. “Antes de falar sobre como compartilhar de forma adequada a água, é preciso tratar da origem; de onde tudo se inicia” – ponderou Fagundes.

Em defesa das nascentes, ele sugeriu a adoção de medidas de incentivos fiscais e financeiros para proprietários de imóveis rurais. “Seguramente, o homem do campo do meu Estado vai continuar produzindo muito e com maior respeito ao meio ambiente” – frisou.

Ele lembrou ainda que o agronegócio “empresta quase 25% de sua capacidade” para formação do PIB do país. Para ele, é “inaceitável a ideia de que a produção afeta a proteção ambiental” de forma irreversível.

Wellington ressaltou ainda a condição estratégica de Mato Grosso quanto à conservação da água, ao destacar que a maior área alagada do planeta, o Pantanal, tem origem no Estado que representa. Com 250 mil quilômetros quadrados, enfatizou que essa região há muito cobra “investimentos contundentes também em saneamento básico”.

Trata-se, segundo ele, de “um problema complexo e aparente”, visto ao longo das margens dos rios. “Sofás, portas de geladeiras, ventiladores, uma infinidade de garrafas plásticas, estão a boiar e cobrir os cursos dos rios. Dá para imaginarmos o desfecho dessa situação” – ponderou. Para o senador, esse quadro reflete a ausência de coleta de lixo eficiente, assim com a devida destinação, agregada aos projetos de educação ambiental.

Manifesto da Água – Durante sua participação no 8º Fórum Mundial da Água, em Brasília, Wellington Fagundes assinou o Manifesto dos Parlamentares, em que os congressistas reconhecem a importância do esforço para garantir segurança hídrica, universalização do acesso à água potável e o desenvolvimento sustentável. No documento, se comprometem a apoiar diversas iniciativas “para concretizar o direito humano à água e ao saneamento”.

Na abertura, o presidente do Senado, Eunício Oliveira, defendeu que o Brasil exerça um papel de modelo nas discussões sobre segurança hídrica. Para ele, tal liderança se dá de forma natural, uma vez que nosso país é o detentor da maior reserva de água doce do mundo, o que não impede que regiões inteiras sofram com a seca.

— Penso que cabe ao Parlamento, de forma muito criteriosa, construir um arcabouço jurídico sólido, moderno, socialmente justo e voltado para a segurança hídrica e energética. Acredito até que o Senado já internalizou essa filosofia, de que podemos nos tornar um modelo neste sentido — afirmou Eunício.

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