O verbo se fez Carne

Por Álisson Lopes

Semana Santa, momento de reflexão para os cristãos, oportunamente li o romance feito por Frei Betto, “Um Homem Chamado Jesus”. A obra nos apresenta um Jesus tão humano, tão cheio de amor e humanidade, cita ainda Leonardo Boff na seguinte frase sobre Cristo: “Humano assim como ele foi só podia ser Deus mesmo”. Em um trecho do romance a profetisa Ana exclama: “O verbo se fez homem e habita ente nós!” O verbo se fez carne, mostrou-se homem e Deus com seu próprio sofrimento terreno, com tantas formas que ele poderia ter marcado sua estada nesta terra, veio vestido com a vulnerabilidade da carne humana e usou da palavra como o maior instrumento de seus ensinamentos sem violência , sem discurso de ódio.  Sem dúvida foi o maior militante dos Direitos Humanos.

Nosso calendário tem como marco o nascimento de Jesus Cristo, então, 30 de março de 2018, o que temos feito?

Nosso cotidiano mostra uma desqualificação dos defensores dos direitos humanos, assassinatos, ameaças e os verdadeiros antipatriotas neste país são os políticos corruptos com discursos falaciosos e práticas que deterioram as instituições e extirpam da política os humanistas. Não são bombas que vão minar o poder da corrupção, mas, sim, o empoderar do povo por intermédio da educação e conhecimento, temos que fiscalizar, exigir o máximo de transparência e controle social.

 

 

Servidores públicos, usuários dos sistemas, cidadãos, são vítimas de má gestão e corrupção. É aterrorizador saber que os profissionais da saúde adoecem ao sentir no cotidiano das suas profissões a impotência de atender uma pessoa e não ter as condições mínimas necessárias de efetivamente salvarem vidas. É de esmagar o coração ter que correr em vários hospitais para encontrar um pediatra para uma criança que necessita de atendimento emergencial.  

Temos que ter esperança, não podemos desistir da democracia, temos poder! Você é uma liderança, seja na sua casa com sua família, no seu bairro, temos que minar o maldito “status quo” da velha política com a participação cidadã. Uma pessoa que gere um cargo público tem que ser humanista, ético, legalista, uma pessoa que ocupa um alto cargo público e sequer cumprimenta os funcionários que limpam seu gabinete não é digna de estar lá. Vamos ostentar o amor, a solidariedade, o perdão e não o capital, não o status quo, não ao consumismo.

Somos todos humanos. Seja um rico empresário, um servidor público, uma pessoa em situação de rua, É essa humanidade amorosa que Cristo defendeu e nos ensinou com amor. Leia sobre Cristo, veja sua história, sua militância e viva o Cristo em você, viva a humanidade, viva o amor.  

“Uma voz ressoa da nuvem: este é meu filho amado, que me alegra, ouça o que ele diz!” (Trecho do romance “Um homem chamado Jesus”, de Frei Betto, pág.217, editora Rocco, 2009).

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