Aftosa: Wellington destaca pecuaristas de MT e elogia atuação de Maggi como ministro

Sessão especial realizada pelo Senado indica necessidade fortalecimento financeiro e institucional para consolidar conquista

A Organização Mundial de Saúde Animal, em congresso da entidade, em Paris, decidiu declarar o Brasil como país livre da febre aftosa com vacinação. A certificação deverá acontecer no dia 20 de maio. Nesta segunda-feira, 2, o Senado Federal realizou uma sessão especial para tratar sobre o tema, dentro da programação da Semana Brasil Livre da Aftosa. Em sua intervenção, o senador Wellington Fagundes (PR-MT), enalteceu o trabalho dos pecuaristas de Mato Grosso, estado com o maior rebanho bovino do país e com maior percentual de cobertura de vacinação.

Fagundes elogiou o trabalho de seu conterrâneo, senador Blairo Maggi, na condição de ministro da Agricultura, Pecuária e Abastecimento. “Decisões corretas, no tempo certo, e conhecimento amplo tem transformado sua Pasta em um case de grande sucesso” – ressaltou.  Segundo ele, Mato Grosso, jamais irá prescindir, em tempo algum, da capacidade do senador e ministro. “Será para mim uma referência sempre que o tema for política do setor agropecuário. Vou consultá-lo a todo instante” – destacou.

Wellington reforçou que há 12 anos o país não registra casos de febre aftosa e que os avanços científicos e técnicos visando à erradicação da doença são notáveis. Ele destacou, entre outras ações, a vacinação em massa dos rebanhos no Brasil e em países vizinhos. Para o senador, a conquista do status “sem vacinação” exigirá uma interlocução ainda mais efetiva entre produtores, Poder Executivo, Congresso Nacional e profissionais da medicina veterinária.

“O novo objetivo só será atingido com o fortalecimento financeiro e institucional da Secretaria de Defesa Agropecuária [do Ministério]. Também será necessária autonomia aos auditores fiscais federais agropecuários, com o fortalecimento de suas carreiras” — disse, ao se colocar à disposição para esse diálogo institucional.

Médico veterinário, Wellington destacou que a conquista brasileira tem como fundamental a participação dos pecuaristas de Mato Grosso.  “Grande potência da agropecuária brasileira e mundial, há mais de 20 anos Mato Grosso é o que é graças ao bravo cidadão do campo, que tem se empenhado de maneira que nos emociona para fazer do nosso rebanho bovino excelência em qualidade” – frisou. Oficialmente, o Estado possui 30 milhões, 214 mil e 779 cabeças de gado.

Ele destacou a convergência de favores que firmaram os resultados e lembrou das dificuldades que os pecuaristas tem de enfrentar todos os entraves inerentes a atividade “que estão para fora da porteira”. Mencionou os muitos obstáculos ainda existentes no campo ambiental, sanitário, tributários ou político e que, apesar disso, o pecuarista não esmorece e mostra sua determinação, com grande superação e, acima de tudo, respondendo com recordes.

“O resultado desse trabalho de mais de duas décadas está a ofertar resultados consideráveis. Encerrou 2017 com o melhor desempenho em exportação de carne bovina nos últimos três anos, embarcando 266 mil toneladas ao longo dos 12 meses. Com isso, faturou 1 bilhão e 155 milhões de dólares –  o que representa um aumento de 26% em volume e de 30% em receita na comparação com 2016!” – enfatizou.

Na sessão especial, ele ainda enalteceu o comprometimento da equipe do Instituto de Defesa Agropecuária de Mato Grosso (Indea) e observou que a certificação do Brasil como país livre da febre aftosa “com vacinação” traduz uma lição que “comprova a capacidade geral dos brasileiros de superar os desafios” Com efeito, destacou que “sempre que  nos unimos em torno de um ideal, de um objetivo comum, apesar das diferenças de opiniões e interesses setoriais, somos vencedores, nos destacamos e elevamos o nosso país a condição de protagonista do mundo”.

 

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