‘ Lutarei por um atendimento com humanidade ao próximo’

A defesa da saúde pública do DF está entre as propostas do médico Alessandro Ribeiro, pré-candidato a deputado distrital

Por João Negrão

O médico Alessandro Ribeiro, pré-candidato a deputado distrital, é um exemplo de profissional que se dedica a uma causa. De família humilde, se inspira em seus pais que lutaram para formar os três filhos e abraça causas sociais e trabalha com projeto em comunidades terapêuticas, além de atuar profissionalmente com a Saúde Mental e a Medicina do Tráfego. Alessandro Ribeiro é o nosso entrevistado dentro da série sobre os postulantes a mandatos proporcionais no Distrito Federal.

Alessandro, podemos iniciar você falando um pouco sobre sua vida, sua história pessoal e profifissional. Quem é Alessandro Ribeiro?

Sou médico, professor, solteiro, tenho 41 anos e nasci em Brasília. Residi em Taguatinga por 30 anos, e hoje em Águas Claras. Venho de uma família humilde, pais mineiros, onde tenho, como um grande exemplo, o meu pai. Trabalhou desde os 10 anos de idade, devido a perda de seus pais, trabalhou como torneiro mecânico e conseguiu terminar o seu curso de Direito aos 40 anos. E minha mãe, dedicou sua profissão, na antiga Secretaria de Educação, com muito afinco e responsabilidade. É autora do livro de matemática Agora a Tabuada é Fácil. Os dois conseguiram com muito esforço formar três filhos.

Estudei a maior parte da minha vida em escola pública, onde se fazia uma boa educação, terminei meu ensino médio com 16 anos. Sempre quis ser líder nas brincadeiras de rua, e sempre procurei me destacar na escola, nas minhas obrigações e tarefas de casa. Com 18 anos fui professor de inglês, na antiga Secretaria de Educação. Lecionar estava no sangue. Porém sempre procurava passar texto para meus alunos sobre desigualdade social e má distribuição de renda.

Com 22 anos terminei a faculdade de Administração, na UNEB, onde fui gerente por um bom tempo em posto de gasolina. Sempre me sentia incompleto, vendo meus amigos do trabalho precisando de uma consulta médica, e nunca conseguiam, e isso me revoltava. Comecei a estudar para me tornar uma pessoa prestativa, uma pessoa que podia fazer a diferença com o próximo, e aos 26 anos comecei minha faculdade de medicina. Cursei três especializações, após atuei quatro anos no Sistema Prisional do DF, e fiz complementação pedagógica em Biologia. Tive a oportunidade de lecionar no CAUB, fui bem acolhido por todo corpo dessa escola. Aprendi muito com os professores, e com os alunos, muitos ali carentes. Hoje trabalho com a Saúde Mental, Medicina do Tráfego, e faço atendimento voluntário em algumas Comunidades Terapêuticas.

Fale sobre a sua militância política, como se despertou para a consciência política, quando começou sua luta.

A minha vontade de fazer política veio desde a adolescência, em ajudar ao próximo, e na transferência de conflitos e valores. Tornar real, um sonho que vivo, a cada dia, em tirar os dependentes químicos da rua. Pois eu sei que a falta de oportunidade, no tratamento, não são para todos. Foi com muita luta, e com minha fé, consegui, então, construir uma Comunidade Terapêutica. Mas sei que não foi o suficiente para acolher a todos que precisam. Pensei então num projeto, em ressocializar o dependente químico no tratamento pós-alta.

Por que você quer ser candidato a deputado distrital?

Eu ainda acredito em transformação, em um mundo diferente e melhor para todos. Principalmente em tirar, como já dito e reforço, o dependente químico da rua. Em restruturar as famílias que foram destruídas pelo vício.

Caso seja eleito, o que pretende fazer na CLDF? Quais as suas propostas?

Na CLDF além do projeto já citado, irei contribuir para almejar uma saúde modelo aos pacientes oncológicos, com doenças autoimunes, no descongestionamento dos hospitais e também em relação ao acesso rápido às medicações. Vou lutar na busca de recursos, destinados aos estudos científicos, controlar e fiscalizar as medicações através de uma equipe de gestores logísticos, formado por farmacêuticos, que cada farmácia terá um líder funcional. Inovação de todos equipamentos, UTIS, leitos, senhas de atendimentos com pulseiras, como ocorre no sistema privado, melhorando o atendimento do médico do plantão. A jornada de trabalho de cada plantão não deve passar de oito horas, procurando diminuir o stress do médico. E quanto aos pacientes graves, com doenças autoimunes, oncológicos, esses receberão um aplicativo, pelo qual serão analisados por uma junta, a ser definida em cada unidade, trazendo prioridade no atendimento, visando uma maior segurança. Lutarei por um atendimento com humanidade ao próximo, buscando renovar e alcançar uma Saúde descente, e utilizar de toda tecnologia possível.

O que devemos fazer para mudar o Brasil? A propósito, como analisa o governo Temer?

Para mudar o Brasil, primeiramente, é por fim a tanta corrupção. Acaba sobrando para o povo, que muitos conquistam, seu dinheiro, com muito suor. Melhorar a segurança, o transporte, a educação e o acesso à saúde por todos. E em respeitar a Constituição, buscando ser patriota, em primeiro lugar, buscando remunerar melhor a classe trabalhadora.

Analiso o Presidente Temer, nesse pouco tempo, uma política de só falhas, onde o mesmo não é referência de mudança. Tornou uma imagem do Brasil com várias manchas, de país onde a lei não foi feita e executada para todos, e ainda bem, que o povo brasileiro nunca perdeu a esperança, de um país melhor.

O que precisa ser mudado no Distrito Federal? Que tipo de governo precisamos? Como analisa o governo de Rodrigo Rollemberg?

O Distrito Federal precisa urgentemente de uma gestão eficiente na Saúde, na Educação, na Segurança, no Transporte, pois a esse governo faltou foi muita eficiência. Precisamos de um governo sábio, que saiba a realidade da população. Vejo como o grande câncer que a cidade passou e vem passando são as derrubadas, às vezes injustas, por mostrar até mesmo trabalho. Um bom governo, não vive só de promessas, mas de ação, de gerar emprego, remunerar melhor o trabalho, e valorizar o professor, que este sim, merece ser bem remunerado.

O que precisa ser mudado na Câmara Legislativa?

A Câmara Legislativa deve valorizar a participação dos grupos democráticos, valorizando as comissões permanentes, onde é preciso mudar certas práticas, em traçar uma democracia disciplinada.

Como médico, como você analisa a atuação situação da saúde no Distrito Federal? Como pretende atuar na CLDF para ajudar a superar os problemas? Quais são as suas propostas para a saúde pública?

A Saúde do Distrito Federal vem sofrendo desde outros governos. Tivemos, como exemplo, o Hospital de Santa Maria. A sua privatização não deu certo, e esta gestão, repetiu a mesma ideia no Hospital de Base. Como já disse, falta médico na atenção básica, falta medicação e instrumento de trabalho. Pretendo, colocar em prática a Residência Terapêutica pós-alta, onde a Saúde começa em fornecer uma oportunidade a todos. O grande problema da Saúde está na falta de especialista. O número de vagas nas residências é restrito, não consegue atender toda população do DF. A restruturação da Saúde começa por esse caminho citado.

No ciclo vital das pessoas haverá sempre momentos em que a atuação oportuna e humana dos serviços de saúde é indispensável. A não utilização adequada dos recursos de saúde gera perdas e sofrimentos humanos irreparáveis. Neste sentido, os serviços de saúde devem ser orientados na perspectiva de um sistema de cuidados, onde cuidar significa prestar atenção global e continuada ao paciente, nunca esquecendo que este é antes de tudo uma pessoa, um ser único e insubstituível. Assim, este é o centro da atenção de quem presta cuidados e, por isso, todos os aspectos, sejam físicos, psicológicos ou espirituais, e não somente os exigidos pela doença em si, tratar o doente com amor é essencial para uma boa qualidade em nosso Sistema. Minha frase é: nunca perder a esperança, ainda há solução, para um futuro, bem melhor que hoje.

Um comentário em “‘ Lutarei por um atendimento com humanidade ao próximo’

  • quinta-feira, 26 de abril de 2018 em 13:24
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    Estou na direção da escola onde o professor Alessandro trabalhou. Uma pessoa de um humanismo fora do comum, responsável e comprometido com a Educação. Precisamos de pessoas como ele em nossa política. É fato que uma andorinha sozinha não faz verão, mas precisamos mudar….temos que iniciar. Coragem e garra. Abraços, Sheila Mello ( diretora CEDAGROURBANO )

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