O Processo

Por Álisson Lopes

Na semana passada tive a oportunidade de assistir o documentário brasileiro O Processo, dirigido por Maria Augusta Ramos. Nele narra o processo que provocou o impedimento da presidenta Dilma Rousseff. Segundo a produção da obra, foi ofertada a mesma oportunidade tanto para os que promoveram o pedido de impedimento quanto para os que fizeram a defesa da então presidenta do Brasil de demonstrar o cotidiano dos bastidores do processo jurídico/político.

São muitos pontos a serem abordados, mas escolhi comparar a atuação da advogada Janaína Paschoal frente à atuação do advogado José Eduardo Cardozo. No decorre do filme percebi que o advogado Cardozo teve uma atuação mais técnica e melhor oratória rebatendo as questões relacionadas às “pedaladas fiscais”. Não consegui vislumbrar tal expertise na atuação da advogada Paschoal.

Ao terminar de assistir o documentário, sai com a impressão que o tal impedimento já estava definido mesmo antes do final do processo. Os debates teriam um peso simbólico e que o entendimento jurídico foi vencido pelo discurso político. Percebo que os desdobramentos políticos do processo de impedimento continuam e nas eleições de 2018 temos a oportunidade de unir o povo brasileiro em busca do nosso necessário desenvolvimento político e econômico.

Combate à Crise de representatividade

Acredito que a melhor forma de afastar a crise de representatividade vigente passa por algumas atitudes e ações, como: 1– Primeiramente, o povo efetivamente participar da política e fiscalizar os mandatos de seus representantes; 2– Vejo como segundo passo pressionar de forma coordenada a reforma política e o financiamento público de campanha, pois somente assim teremos pessoas das camadas populares participando da disputa política com condições justas. Atualmente o capital define a composição da bancada do congresso. 3– Presidentes, governadores, senadores, deputados federais, deputados estaduais, deputados distritais, prefeitos, vereadores são representantes constitucionalmente eleitos pelo povo, então são servidores do povo e não de transnacionais. Devem estar com a base popular e quando não estiverem não devem ser reeleitos. 4– Devemos participar da luta por direitos humanos, respeito à diversidade seja sexual, cultural, religiosa, etc. Se um candidato não se preocupa por questões tão fundamentais, não merece seu voto. 5– Não levante o nome de quem não merece uma liderança que não reconhece a força da base, não merece ter teu voto

Militância e política

Devo confessar que já passei muito tempo militando pelas bandeiras que acredito, contudo, sei que ainda é pequena minha contribuição. Mas faço uma auto justificação, minha família é a prioridade,  compreendo que na atualidade minha maior militância deva ser na formação de meus filhos e isso se faz sendo presente. Algumas pessoas me indagam se sou político? Sim, eu respondo. Eu sou um ser humano, e como todos os meus pares temos como característica vital a política, pois somos seres políticos natos.

A grande professora Marilena Chauí ensina em sua obra “O que é ideologia”, que somos seres políticos sendo inerente a nossa natureza, como também aponta as escolas, as igrejas, os partidos políticos como aparelhos ideológicos do Estado. Então nobres senhores e senhoras, meus amados filhos, sou sim um político errante que tomei partido na atual conjuntura, e sei que mudanças são construídas diariamente na formação de um ser político, portanto, todos somos seres políticos, nascemos com essa sina. Porém faz-se necessário o aperfeiçoamento como tudo na vida e principalmente no pensar.

Eu milito na defesa de uma política honesta, ética e transparente para todos, na defesa dos direitos humanos, na divulgação da capoeira como brasilidade e ação afirmativa, no respeito à diversidade cultural, especialmente no que tange a tolerância religiosa, ao respeito ao outro. O intelectual Chaplin já nos provocou afirmando que não precisamos de mais máquinas, mas de mais humanidade. Hoje, a minha militância me conduz ao debate com lideranças atuais e não deixarei de apresentar e discutir as bandeiras políticas que eu e minha geração, ou parte dela, defendem. É o que quero que meus filhos vejam quando eu não mais estiver aqui, que não neguei minha humanidade, tampouco minha militância e nem a condição de ser político dentro e fora do lar.

Amor

O amor existe sim! O amor doce como uma jabuticaba que não dá vontade de parar de comer e sentir o sabor; O amor existe sim! Louvação aos amantes que experimentam o amor, o amor de cuidar, de respeitar, de querer, de admirar, de não deixar, de reconhecer; O amor existe sim! O amor faz conhecer, compreender, viver junto, comer, beber, sorrir, chorar e compartilhar; O amor existe sim! O amor não tem culpa de não ser correspondido, ou de ser efêmero como chuva no sertão, durar uma pequena fração de segundos, mas mesmo pequenino assim muda uma vida; O amor existe sim! O cuidar, o acreditar, a convicção do companheirismo, não tem como mensurar; O amor existe sim! Mas tem peleja, tem desarranjo, tem enrabicho; O amor existe sim e faz o mundo girar.

 

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