Cláudio Moraes , revolucionário do amor : Clown pelas cidades

Por Álisson Lopes

Já pude descrever em um dos meus artigos um jovem com olhar de desesperança, sangue no olho, e como ele representa simbolicamente tantos jovens prestes a explodirem por falta de orientações , metas e objetivos. Mas felizmente existe gente, gente na melhor concepção de ser gente, que sabe dar nó em pingo d’água e viver a simplicidade , que poeticamente sem se distanciar do que é real , respira a felicidade e ensina , contagia a alegria aos que estão ao seu redor, este artigo ofereço para o Palhaço verde, que conheci antes como Cláudio Moraes e o inesquecível Chaplin, seres humanos que jamais se alienaram diante da diversidade muitas vezes dura demais e estenderam as mãos com flores e não com socos ou armas de fogo.

Ainda estou lendo a obra “Minha Vida” por Chaplin,mas já vislumbro que ele demonstra um mundo dividido por ideologias e a formação de Estados totalitários,narra sua vida pessoal e as contradições de seu tempo, muitas contradições assustadoramente atuais. Debocha do culto a personalidade no nazismo e também nos alerta com a desumanização do trabalhador em uma sociedade onde se sobressaem números financeiros e o capital.

Chaplin , um vagabundo mágico, desafia a ordem com um errante e desafiador personagem solto de amarras e rótulos , humano demais, sensível de mais ao ponto de humanizar corações petrificados com a ligeireza dos tempos contemporâneos, coisa bonita assim tenho visto também com a trupe Bula Do Riso , a qual Cláudio Moraes integra, que vem atuando no HUB, o grupo se autodenomina “…Somos palhaços e palhaças neurobesteirologistas”.

E assim , simples, sem prolongamento de falas e escritas manifesto aqui minha completa admiração ao Grupo Bula do Riso e ao saudoso Chaplin, se o Rei Midas ao auge de sua ganância tinha em seu toque o poder de coisificar pessoas, essas palhaças e palhaços tem com o poder do riso distribuir esperança e humanidade! Viva às palhaças, aos palhaços e as palhaçadas , estase estes que do ofício fazem brotar gargalhadas e amor.

* Álisson Lopes é advogado, professor de História, presidente da Comissão da Memória e da Verdade da OAB-DF e Conselheiro de Defesa do Negro do DF.

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