Moacyr Freitas: Primeiro arquiteto e urbanista cuiabano

Por Laura Lucena

Cuiabá vive hoje os preparativos para a celebração dos seus 300 anos de fundação. A festa terá seu ápice e ponto de partida em abril do próximo ano. Mas, desde já, as homenagens pelos que fizeram da capital mato-grossense uma das 10 cidades mais desenvolvidas do país, estão sendo planejadas.  E não podem deixar de fora figuras históricas ainda presentes no cotidiano cuiabano, como é o caso do arquiteto, professor, historiador, escritor e artista plástico Moacyr Freitas.

Cuiabano de “tchapa e cruz”, ele nasceu em 7 de julho de 1930. O passar dos anos não lhe roubou a lucidez para aproveitar e participar ativamente das festividades já em execução, como aconteceu, no dia 28 do mês passado, quando o governo estadual   lançou o plano definitivo da concessão do terminal rodoviário Engenheiro Cássio Veiga de Sá, em Cuiabá, ocasião em que houve descerramento de placa em agradecimento aos serviços por ele prestados.

Homenagem mais do que justificada. Além de levar o título de primeiro arquiteto e urbanista cuiabano, Freitas foi um dos responsáveis pelo projeto de construção da rodoviária de Cuiabá. Ele também teve expressiva participação na elaboração do conceito arquitetônico e urbanístico do Centro Político e Administrativo de Cuiabá (CPA).

Também é dele o projeto do Marco Zero de Cuiabá, conduzido por uma comissão especial criada pela Associação de Moradores do São Gonçalo Beira Rio, considerado o primeiro bairro da capital mato-grossense. O mencionado projeto tem um monumento de 60 metros de altura com três  batelãos na vertical e conta também com o apoio da Prefeitura de Cuiabá. Cada um representa uma das três vilas ligadas à fundação de Cuiabá. Um deles é a representação do Gonçalo Velho, atual bairro São Gonçalo Beira Rio. Os outros dois representam as vilas Arraiá da Forquilha e Minas do Sutil (Cuyaverá).

Além destes e de outros projetos arquitetônicos e urbanísticos, Freitas, como membro do Instituto Histórico e Geográfico de Mato Grosso, é autor de várias obras que contribuem para com o acervo pictórico do estado, registrando cenas dos períodos provincial e colonial. Uma reunião de 60 destas obras, acompanhados de textos de autoria do historiador Paulo Pitaluga,  foram expostas durante a “Mostra Mato Grosso: História, Memória e Arte”,  na sede da Secretaria Estadual de Cultura, em agosto de 2016.

*Laura Lucena é jornalista em Mato Grosso

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