‘Pirão pouco, então o meu primeiro’

Por Álisson Lopes

Não sou acadêmico, portanto o que segue é um desabafo sem grandes pretensões, mas apenas de deixar registrado minha visão de um momento tão chato e mesquinho dos partidos políticos. Das coligações por troca de secretarias, do poder por vaidade, do poder pelo poder, do culto à personalidade, pela promessa de emprego e funções, cada um pelo seu pirão.

Aí vale tudo, extremamente tudo, prometer acabar com direito de contraditório e ampla defesa, vale até dizer que discurso de ódio é de liberdade de expressão. Vale dizer que sua vida íntima é de interesse do Estado e que seu interesse por ações do Estado e transparência pública é esquerdismo, Vale vociferar que falar em diversidade é doutrinamento político, vale dizer que o mundo é etnocêntrico, eurocêntrico, só ocidental.

Em tempo de eleição parece tempo de guerra , tem os que usam o nome de Deus para massacrar o próximo, a religião do próximo, parece que mais vale invocar o ódio intestinal para angariar votos e proliferar mais ódio. Afinal, partidos, apartados , separar ,segregar para destruir um projeto e ser eleito para alimentar as máquinas de cargos , de privilégios de poucos e a dor de muitos, a fome , crianças violadas, escolas caídas, hospitais sem recursos. Partidos, não pensam em união, não pensam na fome que vigora e se renova enquanto decidem o vice ou segundo turno.

Vejo as enxurradas de promessas populistas, promessas, algumas, que na prática serão inconstitucionais ou se cumpridas rasgarão a constituição cidadã de 1988.

A dor e a vingança cegam e garantem mais votos , em campanha não da para se pensar no amor e numa ampla frente de construção nacional para atender o povo. Já disse Jorge Amado : “Ideologia é uma Merda!”.

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