“Nosso plano de governo é coletivo e tem o Lula como principal liderança e inspiração”, diz Haddad em São Paulo

O candidato à presidência da República Fernando Haddad afirmou nesta quarta-feira (12/09), durante entrevista em São Paulo, que uma das prioridades de seu governo será melhorar a qualidade do ensino médio do País. O ex-ministro da educação de Luiz Inácio Lula da Silva afirmou que, para que isso ocorra, o seu objetivo será equiparar o nível do ensino médio com o das escolas federais públicas, as melhores do Brasil na sua avaliação.

“O ensino médio vai reagir. Pela constituição, ele é de responsabilidade dos estados, mas não é por isso que a União vai deixar de interferir no sistema para promovê-lo do ponto de vista da qualidade. As nossas escolas federais públicas são as melhores do país. Todas as escolas federais do ensino médio vão ter que estabelecer um protocolo de cooperação com as estaduais que tiverem com desempenho insatisfatório. Queremos oferecer a elas o que nós temos de melhor”, disse o candidato momentos antes de participar de um encontro com estudantes prounistas e cotistas na capital paulista.

Questionado por jornalistas sobre qual será o papel do Lula em seu mandato, Haddad destacou que o ex-presidente validou todos os pontos de seu plano de governo. “Nós fizemos um programa de governo muito detalhado no sentido de que a sociedade saiba o que será feito a partir do dia primeiro de janeiro. Nosso plano de governo é coletivo e tem o Lula como principal liderança e inspiração. Ele validou cada ponto do programa comigo para que nós não tenhamos dúvidas do que vamos fazer pelo Brasil”.

Para Haddad, o projeto do PT e da Coligação “O Povo Feliz de Novo” é o melhor para acabar com a crise instaurada hoje no país. “Haverá reforma tributária para favorecer os mais pobres. Reforma bancária para obrigar os bancos a abaixarem os juros. Retomada de obra pública, federalização de crimes, ensino médio com apoio federal, Mais Médicos de média complexidade. Tudo o que está no nosso plano de governo foi discutido à exaustão durante um ano para que não pairassem dúvidas”, reiterou o candidato.

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