Ciclo de Conversas sobre o Direito à Cidade: Capoeira, Negritude e Brasilidade

Da Redação

A Comissão da Memória e da Verdade da Ordem dos Advogados do Brasil do Distrito Federal (OAB-DF) promove no próximo dia 25 de setembro o Ciclo de Conversas sobre o Direito à Cidade: Capoeira, Negritude e Brasilidade.

Segundo o advogado, professor e capoeirista Álisson Lopes, presidente da Comissão, o objetivo é trabalhar a capoeira como instrumento de brasilidade/negritude, “demonstrando por intermédio do debate que a capoeira representa a resistência contra a escravidão e hoje como ação afirmativa”.

 

“A capoeira foi criminalizada no começo da República e resistiu a essa reação do Estado brasileiro. Foi reconhecida como esporte e símbolo nacional pelo então presidente da República Getúlio Vargas. Em 2008 a capoeira é reconhecida como patrimônio imaterial do Brasil e mais recentemente a UNESCO reconheceu como patrimônio da humanidade”, pontua Álisson, que será o mediador das conversas.

Outro participante é o Mestre Danadinho. Danadinho é o apelido de Cláudio Queiroz, doutor em Arquitetura e professor da Universidade de Brasília (UnB), além de mestre de capoeira. “A capoeira não tem filosofia. A capoeira tem fundamento. Filosofia é coisa de grego”, afirma.

“A façanha jurídica dos capoeirista foi, em menos de um século, tirar a capoeira do Código Penal e transformá-la em patrimônio cultural da humanidade”, complementa Álisson.

Também participa do Ciclo de Conversas Tiago Baldez, professor de Educação Física e capoerista da Secretaria de Educação do Distrito Federal.

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