Homens apoiam as mulheres contra o fascismo. Todos, mulheres e homens, às ruas neste sábado!

Por João Negrão

As mulheres de todo o Brasil – e com apoio de milhares do exterior – estão dando o tom da luta democrática contra o fascismo personificado na candidatura do capitão-deputado Jair Bolsonaro. Elas são milhões a propagar o #elenão e convocaram para este sábado (29.09) um grande ato nacional, que já teve a adesão de quase 100 cidades brasileiras – aqui em Brasília será na Torre da TV, com concentração na Rodoviária do Plano Piloto.

Para muita gente, o #elenão é uma iniciativa das mulheres, sem grande adesão dos homens. Engana-se quem pensa assim. Poucos dias após a deflagração do movimento, outros segmentos sociais se engajaram na luta. Foram então surgindo #elenão dos negros, dos LBGTs, dos índios, dos homens e de muitos outros segmentos sociais contrários ao fascista, inclusive artistas, políticos e personalidade do exterior.

Eu provoquei muitos amigos e colegas nas redes sociais sobre seus posicionamentos em relação ao #elenão e a resposta foi unânime a favor. E maioria deles estará nas ruas neste sábado ao lado das mulheres.

Confira as opiniões dos que até agora me responderam, pela ordem de respostas:

Resistir a Bolsonaro não é apenas uma escolha política, é resistir ao fascismo e a todas as suas consequências: a violência institucionalizada, a opressão, a perseguição aos que divergem, o racismo e a intolerância. É resistir à estupidez e à ignorância.

Hélio Doyle, jornalista e analista político em Brasília

Participar do #elenão tornou-se uma questão de cidadania, democracia e defesa dos direitos humanos. Simples assim. Profundo assim.

Amauri Lobo, jornalista, músico, poeta e professor em Cuiabá

Quem propaga ódio e preconceito, defende a morte e a violência não merece ser presidente. O Brasil precisa de paz e amor. Participar do #elenão é fundamental barrar o nazifascismo encarnado no inominável. Eu vou, porque #ELENÃO!

Antonio Peres Pacheco, jornalista e escritor em Cuiabá

Apesar de os fascistas estarem espalhando terror nas redes sociais para enfraquecer o movimento, não devemos levar isso em consideração e participar ativamente. Em alguns estados a PM está se recusando a proteger os cidadãos que pagam seus salários alegando “ordens superiores”. Temos aqui muitas mulheres de luta que certamente irão ao ato assim como simpatizantes da luta pela igualdade de genero e por direitos de cidadania, coisa que o “coiso” jamais entenderá. #EleNão

Mario Hashimoto, jornalista

Enquanto houver opressão machista todo homem tem que ser feminista. Daí a importância do dia 29 #elenão, dia do levante pela cultura do amor e da paz. Ele não!

Professor Manoel Filho, dirigente do Sinpro-DF

Ele representa o machismo da década de 50, o racismo da década de 1920, ditadura dos anos 70. ELENÃO

João Bosco Borba, psicanalista

Participar do #elenao no dia 29/09/2018, não significa apenas assumir um posicionamento dentro do processo eleitoral, mas acima de tudo, dar uma contribuição para frear o crescimento do autoritarismo no país e evitar que nossos filhos e netos herdem uma nação sem liberdade.

Guilherme Kerr, bancário

O Brasil vive uma triste onda de ódio e intolerância, o fundamentalismo religioso e político vem ampliando a força dos discursos preconceituosos que só ampliam o quadro de violência e legítima a exclusão das chamadas minorias, precisamos de um projeto de nação que nos coloque nos trilhos da civilidade e do desenvolvimento, precisamos restabelecer a nossa democracia e através da política apontar caminhos para enfrentarmos os machismos, racismos e LBTFfobias, precisamos reduzir as desigualdades. Por tudo isso não precisamos de políticos que pregam o ódio e a intolerância, precisamos dizer não aos oportunismos, precisamos barrar os fascismos, precisamos de mais mulheres, pretas e pretos e LGBT no poder, rumo ao respeito e à valorização da diversidade humana. Queremos Amar Sem Temer!! #EleNão #Elenunca

Andrey Lemos, presidente da UnaLGBT

É importante porque: A vida é bela quando as pessoas têm o direito de ser quem são porque assim são, se isso significa se amar e amar as outras pessoas. Liberdade, respeito e democracia são as chaves pra felicidade. Não ao preconceito, ao fascismo e à tortura! Sim à diversidade, à liberdade e ao amor!

Gibran Lachowski, jornalista e professor de Comunicação Social

Ele não porque além de moral, ética e civicamente perigoso é um despreparado incompetente. Prova disso é a falta de rumo, de projeto e de lógica da sua campanha

Luzo Reis, jornalista

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *