Caixa 2 que financia guerra suja do Bolsonaro é crime eleitoral

Jeferson Miola

A Folha de São Paulo confirma e amplifica a denúncia sobre a guerra cibernética promovida pelo nazi-bolsonarismo contra Haddad e Manuela [ver aqui].

O jornal menciona, inclusive, que o comando nazi-bolsonarista programa a batalha final, “a semana D”, anterior ao 28 de outubro, de bombardeios em massa contra a campanha petista através do aplicativo Whatsapp.

Pretendem, com isso, causar uma manipulação eleitoral de dimensão incalculável, nunca antes visto.

Ficou claro como a luz do sol que enquanto Haddad se dedica à eleição, inclusive aguardando debate presencial com seu oponente, como se procede em certames civilizados, Bolsonaro se dedica a comandar uma poderosa e milionária guerra cibernética da sala de estar da sua casa.

A destruição da imagem e da honra, a estigmatização e os ataques sujos através de uma formidável logística de ciberguerra e de inteligência artificial instalada em países estrangeiros, é método empregado para criar uma imensa rejeição eleitoral a Haddad.

A novidade revelada pela Folha é a identificação do financiamento milionário do esquema por empresários e empresas, que contratam por R$ 12 milhões pacotes de disparos de centenas de milhões de mensagens contra o PT no Whatsapp.

O dinheiro que financia esta ciberguerra nunca apareceu nos gastos de campanha do Bolsonaro. Trata-se de caixa 2, porque são recursos ocultados, não declarados pela campanha dele.

O TSE não tem outra alternativa que não seja a cassação da candidatura do Bolsonaro, que financia sua criminosa guerra cibernética com recursos ilegais. É o crime financiando o crime.

A matéria da Folha reconhece que devido aos crimes cibernéticos, à origem ilícita de recursos, ao caixa 2 e ao abuso do poder econômico, o TSE estaria diante de um caso incontroverso de cassação de candidatura: se “incorrer no crime de abuso de poder econômico e, se julgado que a ação influenciou a eleição, levar à cassação da chapa”.

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