Encontro da Velha Guarda da Capoeira e sua Salvaguarda

Por Álisson Lopes

Já algumas vezes falei de capoeira neste espaço, falei dos seus fundamentos e do seu papel na história do Brasil. No meu ponto de vista à capoeira diz respeito à vitória de um movimento ancestral que nos liga com o continente africano, com os povos indígenas e ao pertencimento de ser brasileiro. Capoeira e os capoeiristas estiveram presentes desde a resistência á escravidão no século XVI, em defesa do Brasil na Guerra do Paraguai, em defesa do candomblé e dela própria no início da República.

Mestre Bimba foi convidado por Getúlio Vargas por conta do seu importante trabalho com a “luta regional baiana”, depois conhecida como Capoeira Regional, pois a capoeira já foi crime previsto nas leis brasileiras e somente no final da primeira década do século XX foi reconhecida como símbolo e esporte nacional.

A capoeira Angola com tantos representantes brilhantes, entre eles Mestre Pastinha era excepcional, com a agilidade de um gato descrita por Jorge Amado, jogou capoeira com maestria mesmo estando cego.

Portanto, é neste sentimento de sinergia, valorização e preservação que a Ordem dos Advogados do Brasil seccional do Distrito Federal representada pela Comissão da Memória e da Verdade e articulação do Professor Tiago Baldez e outros movimentos sociais, entre eles a Força Afro Brasil, farão uma roda de conversa e homenagem à Velha Guarda da Capoeira.

Será no auditório da OAB-DF, terça-feira, no dia 11 de dezembro, às 19h30.

Inscrições estão sendo feitas pelo site da OAB-DF (http://www.oabdf.org.br/eventos-oabdf/encontro-da-velha-guarda-da-capoeira-e-sua-salvaguarda/).

Venha com seu axé!

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