É preciso agradar também aos súditos

Por Jussiara Santos

O fim de mais uma etapa se aproxima. No próximo dia primeiro, os eleitos no pleito de outubro assumem seus postos e dão início ao ‘cumprimento’ de suas promessas. Assumem os Postos, o Presidente da República, senadores, deputados e governadores.

No DF, enquanto o novo governador, Ibaneis Rocha, agita os corredores da política local, na escolha de seus fiéis escudeiros, Rollemberg aproveita cada dia para seguir realizando suas ‘tarefas’ antes do apito final que aponte a retirada de seu time de campo.

Com agenda cheia, o governo ainda realiza chamamentos públicos, abertura de editais, entregas de espaços públicos, inicia obras, projetos e ações de governo. Demonstrando sim, compromisso público de gestão. A ideia que passa é a de que não quer fazer feio. E essa iniciativa deve ser aplaudida. O atual chefe do executivo não quer, a exemplo de outros governos, deixar o barco à deriva, por meses, antes do novo comandante tomar a frente da embarcação. Isso, de certa forma fará com que Ibaneis possa, realmente, iniciar seu mandato já nos primeiros dias de governo.

E, já que a transição está se colocando dessa forma é propício aguardarmos mudanças significativas logo no início do novo mandato. A começar pelo aumento do número de secretários e pelo grande contingente de políticos importados de outros entes da federação, que realizarão o caminho inverso do universo político nacional – migram do governo federal para ocupar espaço político, não em seu estado de origem.

Sem colocar em xeque a capacidade e a experiência de cada um, há de se levar em conta o ‘novo’. Brasília é diferente do Rio de Janeiro, de São Paulo, do Maranhão. Secretaria de Estado não é Ministério e a gestão pública não é uma confraria coorporativa.

O fato é que, alianças políticas à parte, muito mais do que agradar a gregos e troianos na partilha de espaços partidários, o governo de Ibaneis Rocha não terá espaço para culpas, desculpas e ‘malditas heranças’. Precisa dar sinal de que sabe a que veio e, logo nos primeiros meses de governo, sob pena de, caso não o faça, naufragar ainda no primeiro ano de mandato.

* Jussiara Santos é jornalista e editora do jornal Voz da Cidade

 

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