Ao jovem João

Por Álisson Lopes

Um jovem com o ímpeto das convicções que a idade faz borbulhar, ao girar do mundo, dos movimentos de rotação e translação, se transforma, não que o amadurecimento e o passar do tempo façam as convicções acabarem, mas algumas coisas mudam, uns olhares sofrem influência das experiências vividas.

A juventude, essa que tem o ânimo de derrubar muros e colocar em dúvida tudo inventado, que arrepia os que nada querem mudar. Essa juventude que assusta à atalaia, essa que com anos passados, com cicatrizes no corpo e com mãos calejadas ainda é jovem em seu ímpeto de cumprir o seu papel histórico, ser protagonista na construção coletiva em alicerçar o caminho para os jovens que vão chegando. São progressistas!

Ser jovem é maravilhoso, saber envelhecer também, são os que seguem passar dos anos com resiliência, abraçam as adversidades da vida e estão ai, interessantes que só.

Vejam Pepe Mojica, Papa Francisco e João Negrão, quem arrisca a dizer que não são jovens? Aliás que não são imortais? São danados esses meninos, inventando, se colocando e colocando no status quo um deboche merecido.

O discurso do novo, da renovação, das novas práticas políticas acontecem sim, e são prática quando um João Negrão com os que estão chegando constroem juntos num sistema sinérgico o presente e provocam aos agarrados ao poder de sempre um despeito, estes últimos que se deparem com o inescapável ciclo da vida e se entendam.

Não se nasce formatado, não se nasce dirigente, não se nasce escravo, nascemos gente, somos humanos, e tal natureza deve ser primeira. Que 2019, possamos além dos “ismo” compreender que à miséria , a fome e à violência são os nossos maiores inimigos e temos muito em responsabilidade nisso.

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