Bancada de Mato Grosso está sem prestígio em Brasília

Pelo visto a bancada de Mato Grosso anda muito sem prestígio junto ao governo Bolsonaro. Pelo menos pelos lugares por onde andam os deputados federais e senadores de pires na mão aqui em Brasília. Apesar de serem muito bem recebidos, só saem dos ministérios de mão abanando ou, no máximo, com promessa que não se cumprem.

Chás de cadeira

Invariavelmente os congressistas mato-grossense levam homéricos já de cadeira ou sucessivos adiamentos e remarcações de audiências solicitadas. Alguns deles desistem de esperar e vão embora. Outros, como o senador Jayme Campos, saem no meio da audiência descrentes de tanto ouvir conversa fiada.

Santa Casa

Um exemplo foi a vida do prefeito cuiabano, Emanuel Pinheiro, há duas semanas. Pinheiro ficou esperando horas por uma audiência no Ministério da Saúde, onde foi buscar ajuda para resolver o problema da Santa Casa. A reunião estava marcada para as 15 horas, depois mudou para a 16, em seguida para as 17 e acabou sendo remarcada para o dia seguinte.

Sem ajuda

Quando finalmente foi atendido perto do meio dia do dia seguinte, duas horas depois da marcação para as 10 horas, Emanuel Pinheiro saiu do gabinete Luiz Henrique Mandetta de mãos abanando. O prefeito foi embora para casa só com vagas promessas.

Infraestrutura

A bancada tem concentrado suas forças no Ministério da Infraestrutura, buscando resolver alguns dos graves problemas na infraestrutura de transporte de Mato Grosso. Já houve uma reunião com o ministro Tarcísio de Freitas, há cerca de três semanas. Nela o foco foi em torno da BR 163 e da ferrovia Vicente Vuolo. O ministro prometeu avançar na busca de soluções.

Adiamentos

Nesta quarta-feira (3), outra reunião da bancada esteve marcada com o ministro da Infraestrutura. A audiência seria às 15, passou para as 17 e foi remarcada para as 18 horas. Com essa sucessão de adiamentos, o encontro acabou sendo esvaziado e praticamente comprometido.

Rebaixamento

Além de ausências, o comprometimento se deveu ao fato de o ministro Tarcísio de Freitas não comparecer e a tarefa de receber a bancada foi do seu secretário executivo, Marcelo Sampaio. Outra razão do desprestígio da bancada. Falaremos sobre esta reunião ele amanhã.

60 dias

Está fazendo 60 dias que os deputados federais e senadores tomaram posse. Na bancada de Mato Grosso há uma maioria de assíduos nas votações em plenário e nas reuniões das comissões das quais participam. Mas alguns deputados se sobressaem pelo número de faltas.

Gazeteiros

Entre os maiores gazeteiros estão Emanuelzinho, que apesar de ter sido assíduo em plenário só esteve presente em 17 das 58 reuniões das comissões das quais participa. José Medeiros também é um dos faltosos. Deixou de ir a duas sessões plenárias e participou somente de 19 das 57 reuniões de comissões. Juarez Costa também é outro: faltou a 25 das 43 reuniões das comissões das quais é membro.

Campeões

O deputado Nelson Ned Barbudo, que gosta de chegar atrasado em quase tudo aqui em Brasília, é o vice-campeão de faltas em reuniões de comissões. Ele faltou a 43 das 53 reuniões de comissões. Mas a grande campeã parece ser a deputada Professora Rosa Neide. Ela faltou a nada menos que 65 das 71 das reuniões das comissões das quais participa.

Sem debates

Faltar a reuniões de comissões temáticas não é o grande para deputados. As punições recaem quase que somente a faltas em plenário. Mas o problema acaba sendo em casos de audiências de comissões, nas quais muitos deputados (e não são apenas os de Mato Grosso) marcam presença e vão embora ou, no máximo, fazem uma fala iniciam e desaparecem, sem debater com os presentes.

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